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O Doador da
Alegria Perpétua –
Momentos de Deus, Consolo e Paz com nosso pai.
Capítulo 1 – Várias faces do Pai o
Doador da Alegria Perpétua.
O homem não sabe lidar com perdas. É talvez o maior
problema da humanidade. Perda de um emprego, de um bem de forma
violenta ou de um ente querido é dor na alma. Só sabe explicar que
já passou. Em virtude disto gostaria de te falar um pouco de minha
experiência sobre este assunto. Na primeira parte deste documento
apresento a pessoa especial que me tirou-me das trevas da solidão e
da tristeza. São 41 apresentações do que é Deus para mim. Eu posso
confirmar para cada um que lê: - Eu o vi face a face. É isto
que Deus quer de você. Se aproximar de você. Caminhar com você e
conversar com você. Ele deseja que O veja face a face. Em Jó 42:6
encontramos a seguinte passagem: “Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi
de Ti, mas agora te vejo face a face.” Neste momento de perda deixe
o Espírito Santo entrar em seu coração e verás Deus Face a Face.
Conte a sua história deste encontro com Ele. Faça um inventário das
marcas que Ele te deixou nestes anos, nestes dias. Diga-lhe Agora
Pai Amado, Doador da alegria perpétua te Vejo face a face pois agora
tenho procurado não ver o problema, a perda, a dor. Agora desejo
saber os seus caminhos e te conhecer por completo. Lembre-se JESUS
ESTÁ PASSANDO.
A face
do Doce Convidado da Alma
Nunca tinha passado por dor tão intensa. A morte passou
lá em casa. Recebi às 05:30 horas da manhã um telefonema de meu irmão em
São Paulo. Ele estava na casa de meus pais. Ouvia minha mãe ao fundo
gritar e chorar. Não vá meu Pinco! Não vá meu Pinco! * Não acreditei.
Chutei, chorei, liguei novamente para meu irmão que socorreu meu pai
para perguntar se os para-médicos conseguiram ressuscitá-lo. Que dor
tremenda! Tão intensa que arde a alma. "Não tem jeito mano, ele não está
mais aqui conosco". A separação, à distância, a dor e depois, a certeza.
Passei por algumas experiências que trouxeram consolo, conforto, alegria
e certeza. Certeza que Deus está no comando de tudo e de todos. Da vida
e da alegria perpétua, pois Ele é o Doador da Alegria Perpétua.
* Pinco é a forma carinhosa como meus pais se tratavam.
Ao retornar ao trabalho uma semana após o falecimento de
meu pai, curioso com as meditações que não conseguir ler no período que
estivera fora do trabalho e longe de computadores e da Internet,
encontrei a seguinte meditação no site Nosso Pão Diário, do dia 30 de
Maio de 2004. Apenas um dia antes do falecimento de meu pai. Leio
diariamente as meditações do Our Daily Bread. Não conseguia ler aos
domingos, pois só conseguia acessar o site no computador de meu
trabalho. A mensagem chegou exatamente no dia anterior à partida do meu
pai:
O
MELHOR CONSOLADOR
Leitura:
João 14: 16-21, 24-27
“Eu rogarei ao
Pai, e Ele vos dará outro Consolador.
Para que fique convosco para sempre” – João :16.
Quando dois homens
em uniforme vieram até a minha porta numa tarde do Memorial Day, pensei
que eles andavam a angariar fundos para uma instituição de caridade. Ao
invés, eles vieram-me transmitir que a minha irmã e o seu marido tinham
morrido num acidente naquele dia de manhã. Há um pouco mais que um ano
depois desse acontecimento arrasador o nosso coro da Igreja cantou “Vem
Espírito Santo” no domingo de Pentecostes. Ele trouxe uma onda de paz à
minha alma ainda dolorida. Um verso diz: “Tu o melhor dos consoladores,
doce convidado da alma, suave refrigério. Na labuta, Tu trás
descanso; no ardor, no temporal na mágoa nos dá o consolo”. No domingo
de Pentecostes, muitas igrejas celebram a vinda em poder do Espírito
Santo até os discípulos (Atos 2:1-21). Mas o Espírito veio também como o
consolador prometido por Jesus: “E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará
outro Consolador, para que fique convosco para sempre” ( João 14:16). O
Espírito vive dentro de cada crente, trazendo a paz de Cristo, bem como
o encorajamento e o alívio da aflição. O dia de Pentecostes e o Memorial
Day raramente se seguem um ao outro como acontece em 2004. Mas o “doce
convidado da alma” está conosco em qualquer dia em que nos lembramos dos
nossos familiares que morreram. Na angústia, o Espírito é a nossa
consolação, a luz dos nossos corações e o doador de alegria perpétua –
David McCasland.
Que dia maravilhoso foi aquele que li a meditação acima
sobre o consolador! Deus fez me lembrar a quem eu poderia me apegar.
Sempre que pensava em momentos de tristezas me perguntava quem teria o
maior "ombro amigo". Quem eu poderia abraçar e chorar sem vergonha. E
Deus me envia o dono do maior "ombro amigo" do universo. Ele me faz
lembrar do Espírito Santo. Às vezes tão esquecido, mas o único que me
levantou realmente naqueles momentos. Não estou sendo injusto com
ninguém. Todos me consolaram e me medicaram com seus abraços, beijos,
choros e palavras. Entretanto, tenho certeza que Ele estava presente em
cada abraço, em cada lágrima, em cada palavra. Ele usava todos aqueles
que com um amor maior diziam que Deus nos amava. Por isso, quero te
aconselhar a conhecê-lo. A viver com Ele. A receber do Espírito Santo
respostas as suas maiores dúvidas, consolo para suas grandes dores e
alegria nas enormes dificuldades que possam um dia te afligir.
Foi tremendo. Parecia que Deus me preparava para uma dor
tremenda que veria logo depois. EM TODO DESERTO DA PROVAÇÃO O ESPÍRITO
SANTO É O NOSSO OÁSIS DE CONFORTO.
É impressionante como Deus quer nos preparar para o
melhor. Na nossa angústia quem poderia imaginar que Deus está tinha
falado conosco de forma tão clara e sincera. “Se preparem para o pior,
mas segurem na mão do Doador de Alegria Perpétua”.
Um dia antes da partida de nosso pai, somente um dia
antes. Deus estava falando conosco. Que bom foi saber depois de uma
semana, pois só li a meditação acima ao retornar ao trabalho, que Deus
nunca nos deixará sem o Consolador. A sua companhia nos acalma, nos
tranqüiliza, nos faz andar cheios de alegria, pois Deus levou nosso pai
para o seu lado, mas não esqueceu de nos amar. Não há coincidências em
nossas vidas. Existe sim, a Perfeita Vontade de Deus. Hoje após perdas
passadas sinto em meu ser a presença do Doador da Alegria Perpétua.
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Do livro Agora Entendo o Beija-Flor
De Luiz Rubem Ferreira de Freitas
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