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Problema: Infertilidade
Os artigos desta área são resultado de
reflexões com base em nossa própria experiência.
Uma realidade difícil
Para um casal que está tentando
ter filhos, a palavra "infertilidade" é muito dura. Se vocês estão
tentando ter filhos há pelo menos um ano ou mais, devem começar a
considerar a busca por um médico para investigar as causas e até por
uma orientação. Mais adiante, darei algumas dicas na escolha do
médico.
Se estiverem começando a fazer os
exames ou mesmo se estiverem próximos ao fim do tratamento, saiba
que não estão sozinhos. As estatísticas indicam que 1 entre 6 casais
experimentam alguma forma de infertilidade, mas mesmo considerando a
grande quantidade de casais que passam por esse problema, essa
normalmente é uma jornada solitária para o casal e às vezes um
cônjuge esconde seus sentimentos com receio de magoar o outro.
Um esgotamento emocional
A maioria dos casais que está
tentando conceber concorda que a parte mais difícil é o esgotamento
emocional. É como um dreno que suga todas as nossas forças
emocionais. Todos os meses existe uma expectativa de que dessa vez
vai dar certo. De vez em quando a expectativa dá lugar a sentimentos
de fracasso e desespero. Os exames se seguem, o tratamento reinicia
e o ciclo de expectativa e esperança recomeça.
Minha história pessoal
Quando a médica de minha esposa
disse (não com essas palavras) que a causa de nossa infertilidade estava em grande parte
sobre mim (tinha um volume de espermatozóides normais em torno de 2%
quando o normal é maior que 50%) isso foi um baque, uma faca enfiada
no pescoço. Minha
esposa não teria nenhuma dificuldade para ter filhos e nós já
estávamos em uma "maratona" que se repetia mensalmente já há dois
anos. Era sempre muito doloroso quando a menstruação chegava e
percebíamos que nossos esforços haviam falhado.
Pior ainda era chegar nos
consultórios e perceber uma frieza e até desinteresse dos médicos em
nosso caso e uma avidez pelo nosso dinheiro que não era fácil de juntar.
Os médicos partiam direto para o tratamento mais caro, sem que
dessem outras opções que sabíamos estarem disponíveis mesmo quando
questionávamos.
Muitas pessoas vinham com profecias (ou profetadas)
de que dessa vez ia dar certo, outras diziam para deixar aquilo de
lado e outras ainda vinham com as mais diversas sugestões, mas só
quem está passando pelo problema tem condições de entender. E cada
caso é único.
Foram sete anos de médicos,
exames, tratamentos e tentativas em que muitas vezes me questionei:
Será que um dia poderemos ter filhos? Se não der certo, quais as
alternativas? Como poderei enfrentar o futuro sem filhos? Serei
desvalorizado? Estou fazendo algo errado? Será que isso é resultado
de pecado?
Por fim percebi que era melhor buscar estar contente
com Deus. O texto de Habacuque 3.17-18 me falou profundamente:
“Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide;
ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam
mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos
currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei
no Deus da minha salvação”. O que queria dizer é Deus é suficiente.
Deveria descansar nEle. Durante todo o tempo sabia que Deus tinha um
propósito ao permitir aquele problema. Por mais difícil que pudesse
ser.
Ajuda
Algumas coisas que nos ajudaram durante o processo
foram e coloco como sugestão:
- Reconheça suas emoções e
seus sentimentos com seu conjuge. Fale abertamente com o outro
sobre o que está pensando, sentindo e o que quer fazer. Cada um
pode reagir de maneira diferente ao tratamento, mas com certeza
o tratamento é bem mais fácil de suportar quando vocês estiverem
juntos. Apoiem um ao outro e sejam cuidadosos um com o outro no
que se refere aos sentimentos. No último tratamento participei
de todos os momentos, visitas ao médico, exames, eu mesmo
apliquei as injeções (embora tenha um medo enorme de fazer isso).
O apoio mútuo é importantissimo.
- Identifique um médico que se
importe com vocês. Não aceite se perceber que vocês são apenas
mais um casal que está na clinica e que eles lhe estão fazendo
um favor. Respeitar o seu médico é vital para o resultado do
processo. Embora a atenção principal seja para a mulher, o
marido não pode ser negligenciado. Vocês devem se sentir
confortáveis e atendidos em todas as suas perguntas durante o
processo.
- Arranje uma pessoa com quem
você possa conversar. Um membro da família, da igreja, um bom
amigo ou faça parte de um grupo de apoio. Ao se unir com outros
que passam pelo mesmo problema, a jornada se torna mais
suportável.
- Não deixe que o sexo se
torne mecânico ou reprodutivo, um depósito a ser feito. Mas faça
que esses momentos sejam únicos, mantenha o romance aceso e
planeje momentos especiais seja em casa ou viagens e finais de
semana. Mas o faça sem outras expectativas a não ser a de
satisfazer o seu cônjuge.
- Ajude outros. Sejam pessoas
com famílias muito grandes e que precisam de acompanhamento,
seja um orfanato ou o que for. Quando o foco de nossos
relacionamentos passa a ser a dificuldade dos outros,
encontramos forças para suportamos a nossa própria dificuldade.
O mais importante é permancer contente com Deus no
sentido de perceber que Ele é suficiente e que ele faz o que é
melhor. A única maneira de conseguirmos isso é através de Jesus
Cristo. Jesus disse: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e
sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e
aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis
descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo
é leve" (Mateus 11.28-30). Um relacionamento com Jesus nos dá
esperança quando caminhamos nessa jornada da infertilidade. Ele nos
dá forças para continuarmos, consolo e esperança para o futuro.
Causas da infertilidade
(em breve)
Como escolher um médico/clínica
(em breve)
Quais são as opções? (em breve)
Tratamentos disponíveis (em
breve)
Aspectos emocionais (em breve)
Inspiração a partir da Bíblia
(em breve)
Consolar.org: Nossa experiência
(em breve)
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