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Perguntas da Vida

 

Existe realmente o certo e o errado?

 

O que você faria se, durante a II Guerra Mundial, estivesse escondendo alguns Judeus em sua residência e um soldado Nazista viesse à sua porta e perguntasse se havia algum Judeu dentro de casa? Você diria a verdade e condenaria essas pessoas inocentes à morte ou mentiria para protegê-las? Muitas pessoas responderiam a essa pergunta usando a "conclusão lógica", de que mentiriam para proteger os Judeus.

Durante anos, muitas pessoas têm usados dilemas morais como esse para provar a inexistência dos morais absolutos. Mentir pode ser errado na maioria das situações, dizem elas, mas não em todas as situações. Mas o que os dilemas morais provam na verdade? Argumento que eles não provam que não há moral absoluta. Essa conclusão não vem do exemplo acima. Ao contraria, não haveria dilema se não houvesse moral absoluta. Os dilemas morais mostram meramente que em algumas circunstâncias alguém precisa escolher um bem maior quando mais de um absoluto se inclui na situação.

Por causa de problemas morais como esse, e outros desacordos maiores sobre questões éticas como o aborto, eutanásia, sexo antes do casamento, sentença de morte, muitos pensam que a ética deve ser relativa ao indivíduos, cultura e tempo. As pessoas não entendem que um grupo cada vez maior de filósofos de hoje pensam que o relativismo ético é ingenuidade e que a moralidade é objetivamente verdade.

Pesquisas nos dizem que a maioria das pessoas na sociedade ocidental alegam ser relativistas morais; quer dizer, elas proclamam que o que é certo para uma pessoa não é necessariamente certo para outra. Mas é muito fácil dizer que não há objetivos ou princípios morais absolutos. É mais difícil, contudo, viver como se não existissem.

Nosso modo de viver, nosso comportamento e a maneira que reagimos à forma que as pessoas nos tratam, os julgamentos que fazemos quando outras pessoas são maltratadas - essas coisas revelam o que nós realmente acreditamos sobre o certo e o errado. Por exemplo, nós acreditamos ser moralmente errado que os Nazistas torturaram e mataram seis milhões de Judeus durante a Segunda Guerra. Mas não apenas achamos errado, mas pensamos que todas as pessoas devam concordar que aquilo é errado. Não quer dizer que algo seja errado porque todo o mundo concorda que é errado. Essa é uma possibilidade lógica, mas é muito possível que nossas mais profundas intuições a respeito do assunto estejam erradas? Isso poderia significar que torturar pessoas não seja um erro; apenas achamos que seja. Mas se essa intuição básica estiver errada, então, se for meramente o resultado de um condicionamento cultural, seria possível que nossas outras crenças básicas e intuições, tais como a nossa crença em um condicionamento cultural, sejam resultado do mesmo processo condicionante? Se é assim, parece que essa linha de raciocínio refuta a si mesma. Ela falha em seu próprio teste.

Muitas pessoas sabem que tais atrocidades como o Holocausto são genuinamente, objetivamente erradas. Os Cristãos acreditam que se princípios objetivos de certo e errado existem, deve haver um fundamento para eles. E o fundamento que faz mais sentido é o caráter de um Deus perfeito e santo.

 


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